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	<title>Elizabeth Leite &#187; Textos1</title>
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		<title>Texto de António Vilhena &#8211; 2006</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Mar 2013 17:18:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elizabeth Leite]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Exposi&#231;&#227;o de Elizabeth Leite Funda&#231;&#227;o Bissaya Barreto, Coimbra. &#160; Texto de Ant&#243;nio Vilhena, 2006. &#160; &#160; Quando somos convidados a ver uma obra de arte, &#233; aos sentidos que apelamos, &#233; &#224; imag&#233;tica, &#224;s aprendizagens e viv&#234;ncias que recorremos para &#8230; <a href="https://www.elizabethleite.pt/texto-de-antonio-vilhena-2006/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>
	Exposi&ccedil;&atilde;o de Elizabeth Leite
</p>
<p>
	Funda&ccedil;&atilde;o Bissaya Barreto, Coimbra.
</p>
<p>
	&nbsp;
</p>
<p>
	Texto de Ant&oacute;nio Vilhena, 2006.
</p>
<p>
	&nbsp;
</p>
<p>
	&nbsp;
</p>
<p>
	Quando somos convidados a ver uma obra de arte, &eacute; aos sentidos que apelamos, &eacute; &agrave; imag&eacute;tica, &agrave;s aprendizagens e viv&ecirc;ncias que recorremos para soletrar a d&aacute;diva do artista. A est&eacute;tica oculta-se muitas vezes na t&eacute;cnica e um rebuscado exerc&iacute;cio de composi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; garantia de sucesso para o olhar.
</p>
<p>
	&Agrave;s vezes, basta que nos embriaguemos com a percep&ccedil;&atilde;o, basta que a cumplicidade, que est&aacute; para l&aacute; de todos os conceitos e teorias ensaiadas, estabele&ccedil;a uma ponte com a obra do artista, uma empatia, como se uma n&oacute;doa permanecesse nos sentidos.
</p>
<p>
	&Eacute; isto que acontece com a pintura da Elizabeth Leite. Uma tela &eacute; um imagin&aacute;rio salpicado de fantasias onde o simb&oacute;lico perscruta, sem intrus&atilde;o, na intimidade dos afectos. O realismo quase fant&aacute;stico e as imagens estil&iacute;sticas aconchegadas pela cor convidam-nos a descodificar cenas de um quotidiano onde habita gente normal. As alegorias tratadas remetem-nos para um Eu feminino, interessante explorado pela Pintora: a obesidade.
</p>
<p>
	As dimens&otilde;es das telas trabalhadas impressionam, mas o primeiro impacto da sua pintura reside na doce delicadeza com que aborda os excessos do corpo feminino, sem tabus e sem pudor. A beleza moderna e suas medidas anor&eacute;cticas, merecem-lhe uma reflex&atilde;o cr&iacute;tica, principalmente, ao escolher modelos que se afastam do mundo das barbies.
</p>
<p>
	<span face="">Depois de conhecermos a obra de Elizabeth Leite a nossa vida nunca mais &eacute; a mesma, somos acicatados pela agrad&aacute;vel inquieta&ccedil;&atilde;o de uma pintura que nos confronta e nos questiona; somos levados pelas constela&ccedil;&otilde;es metaf&oacute;ricas, pela volumetria das formas, pelo rigor pl&aacute;stico. Cada obra da autora encerra um universo numa p&eacute;tala de filigrana, &eacute; um arco tenso de emo&ccedil;&otilde;es &agrave; beira de um cais, um desassossego que se perpetua no olhar. Est&aacute; exposi&ccedil;&atilde;o ser&aacute;, seguramente, um dos acontecimentos culturais de grande qualidade da Funda&ccedil;&atilde;o Bissaya Barreto. Mas, o futuro ir&aacute; confirmar o talento e a arte de Elizabeth Leite.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></p>
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